terça-feira, 15 de maio de 2012

meter a boca no trombone

Fazer ouvir a minha opinião é fundamental. A quem quer que seja, desde membros do governo, cml, fabricantes que maltratam o ambiente e animais, epal, zon, gás, o que for. Calada, é que não fico. E para mim isto é um exercício de cidadania da qual não abdico.
Por exemplo, irritam-me as pessoas que não votam, e ainda por cima se gabam disso. Até podemos nem ter o melhor sistema representativo, mas é o que há, e portanto mais vale usarmos esta ferramenta para nos fazermos ouvir. Votar, enviar um email, telefonar. Se eu votei em determinada pessoa/partido ou contratei uma empresa prestadora de serviços, podem crer que vou exigir que o serviço prestado seja nem mais nem menos aquele pelo qual paguei/votei.
Ao pé de minha casa foi retirado/roubado um espelho refletor, à saída de uma travessa com visibilidade nula, e fundamental para quem não queria ser passado a ferro por um eléctrico. E eu, enquanto não vi o dito cujo reposto, foi emails e telefonemas para a câmara. E querem saber? Em menos de um mês o espelho estava lá. Fui eu? Não sei. Mas imaginem que houve pelo menos mais uma ou duas pessoas a chagar a mona à senhora da câmara?
O mal é pensarmos que somos pequeninos, e que ninguém nos ouve.

9 comentários:

Naná disse...

Partilho da mesma posição!

E também me passo com quem se gaba de não votar! A esses digo, então não reclamem depois!

EIMV disse...

Concordo contigo na parte da reclamação. Também sou pessoa para isso. Já chateiei a mona da Câmara da minha zona por coisas como regas da estrada e não da relva (como era suposto) faltas de recolha do lixo a tempo e horas. Devo ser uma chata, eu sei, a verdade é que tive sempre resposta.
No hospital privado onde vou a consultas e que havia sempre atrasos na hora, reclamei e na última vez que lá fui funcionou muito melhor.

Agora votar!... Minha amiga, da última vez que o fiz fui a 3 postos de votação por causa das confusões de mudanças que houve e não se informou devidamente as pessoas. Mas adiante. Pelo que tenho visto e lido, cheguei à nobre conclusão que não vale a pena ir votar, ou melhor os nossos partidos são tão mediocres, mas tão mediocres que não vale a pena. Se for às próximas eleições é para votar em branco.
Tenho pena, mas com qualquer um deles ficamos entregues aos bichos. :|

triss disse...

Pois EIMV, de facto é como diz a Náná, com que legitimidade reclamas se não fazes nada? E olha que eu compreendo-te quando falas da mediocridade...
Mas para mim é impensável não votar. Não votei nas últimas presidenciais, porque estava quase a parir, e até hoje me arrependo! Porque isso significou dar um voto ao cavaquito.

EIMV disse...

Tb não fui votar nas do cavaco. Estava um dia muito frio para sair com a filhota. Mas as alternativas, meu Deus, as alternativas... Não votava em nenhum!

Quanto ao reclamar. Se fores para a avenida nas manifestações, nos dias que correm, ainda corres o risco de levar uma paulada da policia. Se reclamas em casa ninguém te ouve.
Sabes quem reclama e eles (os políticos) ouvem muito bem? Os lobbies. Especialmente quando têm o seu em risco.

Quanto ao zé povinho? Serve para pagar impostos, taxas moderadoras e tudo o mais que houver. Desculpa, mas tenho visto demasiadas injustiças, sem que se possa fazer nada...

triss disse...

Eu votava no poeta, sem problemas nenhuns. Quem escreve um livro tão maravilhoso como o "Cão como nós" só pode ser boa pessoa.

Muitas vezes voto "do mal o menos", mas voto.

Concordo contigo quanto às manifs, gosto pouco de levar umas pauladas no lombo, mas reclamar mulher, tem de ser!!
Imagina o que aconteceria se toda a gente fizesse ouvir a sua voz através de um simples email? Mandas abaixo o servidor de qualquer espelunca! Não leves a mal a sinceridade, mas o mal está em muita gente pensar como tu:-(

E nestas alturas lembro-me sempre de uma frase pirosa que ouvi num filme, mas faz todo o sentido, "uma cascata começa sempre com uma gota de água".

AnaLu disse...

oh mulher é que é EXACTAMENTE isso, sem tirar nem pôr. tivéssemos todos a mesma postura e as coisas por terras lusas estariam bem diferentes.
acredito que a maioria de nós ignora o poder que tem à sua disposição e ficaria bem surpreso se alguma vez fizesse uso dele - mails, telefonemas, entrar em contacto com outras pessoas, em suma. e há outra coisa: a melhor forma de influenciar positivamente os outros e educar os nossos filhos é através do exemplo. a minha mãe é tal e qual como tu :)

triss disse...

:-)

Naná disse...

Eu só não votei no referendo sobre a regionalização, porque abalei de Coimbra ao Algarve e cheguei à boca da urna eram 7h02 e já não me deixaram votar!

Depois de ter aprendi o método proporcional de Hondt, que é o usado para apurar quem se senta na Assembleia da República (na cadeira de Ciência Política), percebi (aquilo que já sabia) que abster-me de votar apenas serve para ajudar a eleger o partido mais votado. Descobri lamentavelmente que sucede o mesmo com o voto em branco!
Desde então mudei a minha forma de votar. Se quero dar um voto útil, o melhor é votar num pequeno partido!

triss disse...

txinapá a regionalização, onde é que isso já vai... nem me lembro em que ano foi:-P
Nem mais Náná, também me lembro de ter estudado isso na faculdade:-)