quinta-feira, 20 de setembro de 2007

leveza

É absolutamente libertador deitar coisas fora.
Se já não têm utilidade, se não as podemos dar a ninguém, lixo com elas. É que desta vida não levamos nada. Coisas materiais, entenda-se. Levamos outras.

domingo, 16 de setembro de 2007

ratazanas fofinhas

Só mesmo a Disney/Pixar.

sábado, 15 de setembro de 2007

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

nas ruas de Dakar

Assim que saímos do hotel somos imediatamente cercados por um vendedor de relógios, mais um vendedor de toalhas de praia e outro de cartões telefónicos. E crianças a pedirem. O cenário é desolador, ruas de terra, prédios inacabados, abandono.
Um homem insiste para que lhe compre uma pulseira. Eu experimento, mas está-me larga, agradeço e digo que não. Aflito, sem querer perder negócio (ou a possibilidade de jantar?), parte o fecho com as mãos, tira as contas de madeira que estavam a mais, e volta a fechar a pulseira, olhando para mim com um sorriso. Claro que lhe compro a pulseira. Nem regateio, dou-lhe uma fortuna, 3 euros.
Durante todo o passeio os africanos não nos largam, o comandante irrita-se e volta para o hotel a dizer que estava farto de melgas. Mas ao contrário dos árabes, a simpatia dos africanos é genuína. Perguntam de onde somos. De Portugal? Há um vendedor que tem um primo em Braga e pergunta-me se é uma cidade bonita. Nunca lá fui mas digo que sim.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

dakar

Cheguei a Dakar já de noite. Apesar de já ser tarde reina o caos no aeroporto. Dezenas de pessoas esperam nas ruas, táxis apitam, camionetas cheias, bandos de crianças. Estes pequenos "capitães da areia" aproximam-se imediatamente de nós qual predador que avistou a sua presa. Puxam-nos a roupa, pedem-nos canetas com um ar de cachorrinho abandonado. Eu ía dar a minha caneta quando uma colega me diz que é melhor não, porque alguns miúdos as usam para cheirar cola. Disse que não tinha canetas, mas perguntei se gostavam de futebol. Claro que sim, começam a falar entusiasmadas do Figo e do Benfica, assim que percebem que somos portugueses. Não tarda muito aparece a polícia que os enxota como se fossem um bando de mosquitos.
Finalmente aparece a nossa camioneta para nos levar ao hotel. Que viagem meu deus.
As estradas são de terra batida, não há sinalização, pouquíssima iluminação, regras então nem vê-las. É um salve-se quem puder. As ruas estão cheias de pessoas a passearam, a venderem fruta (que bancas maravilhosas!), a dormirem no chão, ou simplesmente sentadas. Qualquer espacinho serve para se fazer negócio, malas Gucci, ténis All-Star, artesanato, relógios, águas e fruta, bolos, gelados e cafés.
E é quase meia-noite.
Chego ao hotel vou mudar de roupa ao quarto e desço ao bar para comer qualquer coisa. Sou atendida por um luso descendente, Jorge Silva, que me diz aquela hora só haver sandes de perú. Desolada, explico-lhe que não como carne. Ele pede-me para esperar e sai do bar. Regressa passado um pouco com o Chef do hotel. Apresenta-nos, o Chef dá-me um passou-bem, como está e diz-me para o acompanhar. Leva-me para a cozinha e pergunta-me o que quero comer, mostrando-me os ingredientes que tem. Enquanto me prepara uma sandes de atum, um sumo de laranja natural, e uma manga, faz-me perguntas sobre Portugal. Despede-se de mim com um "Anything you want you say, ok?".
Ok.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

camel souk

A cerca de duas horas da capital dos Emiratos fica o mercado dos camelos. Não tinha grande vontade de o visitar, como ponto turístico não é bem a minha onda, mas como a tripulação toda queria ver, vim também.
A viagem foi bastante monótona. O calor era insuportável, apesar de termos ar condicionado na camioneta. O motorista perdeu-se várias vezes, o que também não ajudou. Parámos numa bomba de gasolina para ir à casa de banho. Um árabe faz-nos sinal para bebermos água de uma torneira, diz que é boa. Aproxima-se da torneira e enche a boca de água, para depois se afastar e cuspi-la pensando não ser visto.
Voltamos para a camioneta, fartos do calor. Mas porque é que não ficámos na piscina do hotel?
A paisagem é árida, seca, sem vida. Chegámos ao deserto, mas estava deserto. Por ser sexta feira, dia santo, não se trabalha, não há camelos para ninguém (há dois como se vê na foto). O ex-libris lá do sítio são as montanhas Al-Ain, mas não fica muito por dizer. Calhaus, básicamente.

domingo, 2 de setembro de 2007

abu dhabi

Cheguei a Abu Dhabi às 3 da manhã e a temperatura é amena, coisa pouca, 38º.
Durante o dia nem consigo qualificar o calor que se sente, à sombra estão 45º. Dentro do hotel parece que estamos nos países nórdicos, e assim que atravessamos as portas giratórias levamos com um choque térmico, que só por um milagre é que não vou ficar doente.
Deixo aqui uma fotografia da "praia" do hotel, assim mesmo entre aspas porque é artificial. A água é tão quente, que se podiam pôr nabos, cenouras e batatas e aproveitar para fazer uma sopinha.