quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

aviso à navegação: post sobre bébés

Os miúdos são muito espertos. Sabem-na toda.
A minha agora deu-lhe para isto:
- Fechar as portas. Entra no quarto dela e começa a fechar a porta. Eu esbugalho os olhos digo que não pode fechar a porta, e ela qual quê, faz-me sinal com a mão para eu sair, senão não consegue fechar a porta.
- Vai buscar os cremes dela (que estão na minha mesa de cabeceira) e quando a apanho estende-os para mim com um olhar do género "eu não estava a mexer, eu fui só buscá-los para ti".
- Começa a mexer em alguma coisa que não deve, eu digo não, e ela começa a dançar, enquanto continua a mexer no que não deve. (como em outras ocasiões eu me rio e acho-lhe graça a dançar, ela acha que se safa assim)
Devo dizer que a palavra que mais tenho dito nestes últimos dias é "não", e também devo dizer que não estou cá com merdices, e não é não. Se tiver de chorar chora, mas tem de aprender que quem manda aqui sou eu, senão quando tiver 10 anos está a revirar-me os olhos e a mandar-me calar, como já vi por aí.
(e é preciso dizer que é um nico de gente que ainda nem fez um ano)

5 comentários:

cláudia disse...

ahaha :D o que eu me ri com este post.
(e parabéns por conseguires dizer esses "não" todos, que imagino que não seja fácil e hoje em dia parece que já ninguém acredita na educação dos miúdos.)

triss disse...

:-)
De facto não é fácil educar (e eu ainda muito no início), e às vezes é chato estar sempre a dizer não. Mas o "não" é importante, dá-lhes segurança e limites.
(eles não têm idade para lidar com a ansiedade e a angústia de lidar com o poder - o poder de mandar e ser rei, que é o que acontece com muitos miúdos que fazem gato e sapato dos pais)
beijinhos

Andreia disse...

Isto do "eles sabem-na toda" é bem verdade!
O meu filho tem tanto de querido, engraçado e ultra-fofo como de espertalhão.
Agora com 14 meses, teima, teima até vencer a dele. Eu vou falando com ele, na esperança que vá percebendo o que é correto. Mas é nos momentos em que estamos fora de casa que o piqueno há-de fazer a sua birra: deitar-se para o chão, puxar-me pelos óculos... E se me zango, então é que ele se excede. E se lhe mostro a mão, já desesperada para lhe dar uma palmadita na mão, mostra-me a dele, para me "dar cinco". Aí fico verde!!

Custódia C.C. disse...

Triss
O não é das coisas mais importantes na educação dos nossos filhos- É tão importante o não como o mimo. Se conseguires encontrar um bom equilíbrio entre os dois estás no bom caminho.
É como dizes, há por aí cada cena de miúdos mal educados, que até dói ....

triss disse...

Andreia, pois a minha começa a contorcer-se como quem se quer atirar para o chão, e eu com cuidadito deixo-a lá estar deitada a fazer a birra dela, até ela perceber que não tem público e se levanta sozinha...

É mesmo Custódia:-)