terça-feira, 21 de maio de 2013

ch-ch-ch-changes

Well, well. O meu supervisor já me avisou que a equipa toda se vai mudar para a expo no início de Junho. Foi  simpático ter-me chamado à parte, evitando assim derramamento de lágrimas em público, ou outras situações constrangedoras.
Disse-me que estão à procura de outra situação para mim, outra campanha, outro horário, que me permita estar com a minha filha e que seja benéfica para eles também.
E entretanto já comecei a dar formação a uma miúda que me vai substituir, embora eu ainda não saiba para onde vou. A bit scary. Assim o acesso aqui aos blogs anda meio interdito porque estou a dar formação. Novidades para breve.

domingo, 19 de maio de 2013

i nonni/os avós

Ontem chegaram os nonni, e há muito tempo eu não via a minha filha tão contente. Dava pulinhos de alegria, gritinhos, quis desenhar com eles, cozinhar e beber chá, vestir o bébé, brincar com os carros e mostrar os peluches preferidos. Houve até uma altura em que me disse para eu sair do quarto "vai via mamma". (a minha mãe, que é psi, disse-me que isto é bom sinal, significa que ela tem a capacidade de investir emocionalmente em mais do que uma pessoa) E vê-la a brincar com os nonni encheu-me de ternura. Pensei que ela não tem a sorte que eu tive de ter os meus 4 avós perto de mim. E isso encheu-me de tristeza.
E de noite sonhei.

Era de noite, e eu corria assustada pelas ruas de Lisboa. Alguém me queria fazer mal. Eu corria e os meu pés pesavam tanto. Cheguei à praça do areeiro, onde moravam os meu avós paternos, e gritei que me abrissem a porta.
(A ultima vez que estive naquela casa, foi num dia cinzento e frio, e as 8 assoalhadas estavam vazias de tudo. De coisas, de pessoas, de memórias. Que triste foi perceber que terminava a era dos avós, e começava outra.)
Abriram-me a porta, galguei as escadas e encontrei a casa plena de luz, com todas as coisas no seu sítio, cheia de vida. O meu avô estava à minha espera e eu afundei-me no seu abraço forte enquanto chorava e chorava.

Que falta fazem os avós.
O sonho fez-me recordar tantas coisas boas. Os meus avós cheios de vida, os grandes almoços familiares de sábado, o leite creme, o bolo de laranja, as gemadas que a minha avó me dava, a Ivone, que era a cadela do meu tio que adorava batatas fritas, sentar-me na camilha a aquecer as pernas na braseira, o perú bêbedo que encontrei na casa de banho na véspera de natal, os torneios de canasta da minha avó com as suas amigas, a Violeta meia zarolha a passar a ferro, a Rosa, cozinheira, que tinha vindo da aldeia e que era amiga do tinto, os sapatos de salto alto da minha avó (calçava o 35), os chapéus com penas, redes, flores, de todas as cores e feitios, os vestidos e as peles que eu e a minha irmã adorávamos, a Mina (este será outro post) o meu avô com a sua gargalhada generosa, o meu avô que agarrava no guardanapo na ponta e depois fingia que mo atirava por cima dos pratos enquanto dizia, come Patrícia, o meu avô que adorava touradas e comia tudo com gosto, o meu avô que me levava ao café e me punha a mão no ombro enquanto íamos pela rua. o meu avô cheio de vida. o meu avô.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

a ler




quinta-feira, 16 de maio de 2013

crescer

Reparamos que os nossos filhos crescem pela altura, pela roupa que deixa de servir, pelos dentes que vão nascendo, pelas palavras que vão aprendendo a um ritmo alucinante e pela forma como interagem conosco e com o mundo.
Ontem, pela primeira vez, a minha filha "contou-me" uma coisa que se passou com ela durante o dia.
Cheguei a casa e depois de ouvir a voz dela vinda da cozinha "é a mamma!" seguiram-se os beijinhos e abraços do costume. Depois ela pega na minha mão, leva-me para o quarto dela e diz "anda vou mostrar-te uma coisa", aponta para a cama (que já não tem grade) e diz "estás a ver o buco?" (buraco) "eu caí, fiz dódói na cabeça e depois fiz uáuáuá, mamã, mamã uáuá".

:-)

p.s. Ah, e  já caíu duas vezes da cama, batendo com a cabeça no chão (uma delas foi completamente atrás do choro), e nenhuma das vezes estava a dormir.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

friozinho na barriga

ohhhh ♥ ligaram-me da creche a dizer que precisam de tirar as medidas da minha miúda para a bata e o chapéu♥
(e a dizer que tenho de pagar 100 euros de inscrição)

terça-feira, 14 de maio de 2013

atitude quê?

Lembram-se deste post? Pois. Os meus sogros chegam este sábado e a minha atitude zen foi toda para o caneco.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

out

Eu gosto de jazz e gosto de jardins, e acho que deve ser simpático estar  a relaxar com os pézinhos na relva enquanto bebo um panachet e a minha miúda anda ali aos saltinhos.
Mas quando vejo as fotografias do out jazz agradeço a todos os santinhos nunca ter ido a nenhum. É impressão minha ou aquilo é igualzinho ao colombo num domingo, mas ao ar livre?