terça-feira, 4 de dezembro de 2012

olha, nem de propósito (em seguimento do outro post)

Esta vi aqui.


E estas duas últimas tenho quase a certeza de que vi no blog da Lia.

alvorada

Hoje foi às 5h17. Precisamente. Antes de me levantar lá disse os meus palavrões e bufei, para depois entrar calma no quarto da miúda. Peguei-a ao colo, dei-lhe a chucha, o urso e o miau (vá lá que não pediu a kitty e o bébé), e depois tentei deitá-la. Agarrou-se a mim tipo macaco no galho. E eu já com a adrelanina a bombar, a pensar que o despertador do meu namorado toca às 6h15, porra, estou lixada. Os miúdos sentem a nossa a adrenalina, não tenham dúvidas que sentem o nosso sangue a bombar nas veias. Ao fim de 3 tentativas lá consegui. Deitei-me e ela volta a dar sinal passado meia hora. Vai lá o pai. Passados 20 minutos já tenho de ir eu, porque o pai tem de sair. E eu só penso, porra hoje é que me dava jeito ter uma adolescente trombuda cá em casa, daquelas que dorme até ás duas da tarde.
5h17 minha gente, please....
E não querem depois que a gente sofra dos nervos, e que precise de drunfos porra. São quase dois anos com raras noites em que dormi uma noite inteira.
E depois dizem-me, olha estás magra. Não, a sério?

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

xmas fiasco

O nosso entusiasmo a decorar a casa com luzinhas, bonecos de neve, pais natal, rodolfos e flocos de neve foi proporcional à rapidez com a que a minha filha saiu da sala para ir brincar com a sua cozinha, no seu quarto, ignorando por completo toda a magia que nós pensávamos estar a criar.
Mais. No dia a seguir ainda a apanhei em cima do carro dela (que é um hipopótamo) a tirar todas as mini-bolinhas da mini-árvore do ikea, que julgava eu, estarem fora do seu alcance, em cima de uma mini expedit.. E quando lhe disse "Mas o que é que estás aí a fazer? Podes cair e magoar-te, e a mãe disse que não podias mexer na árvore". Ao que ela me respondeu "Humpf strumpffmk". E o que queria isto dizer? Que tinha uma bolinha na boca.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Sr. Júlio

Vivo em Belém  desde 2005 mais ou menos. Ainda voltei para casa da minha mãe durante uns meses, altura em que achei que o meu curso de comunicação não servia para nada (até agora nada me faz crer o contrário), e inscrevi-me no Ispa. O dinheiro não dava para tudo. Ou vivia sozinha, ou tirava outro curso. Descobri pouco depois que mais do que ajudar os outros, queria ajudar-me a mim. Saí do Ispa e comecei uma psicoterapia. Alguns anos mais tarde vivi 6 meses ao pé da praia da Aguda, próximo de Sintra, mas mais coisa menos coisa, vivo em Belém há muito tempo.
E conheço o Sr. Júlio, empregado do café onde vou todos os dias, desde 2005. Sempre falámos de tudo, de  livros, do tempo, das coisas da vida, da minha gravidez que ele "acompanhou", da minha bébé, dos vizinhos, de política, de tudo . E falávamos sobretudo de viagens, das que eu fiz enquanto assistente de bordo, e das que ele fazia todos os anos em Janeiro. Dizia-me ele que gostava de ter sido comissário de bordo. Fazia-me muitas perguntas dos países onde estive, e das diferentes culturas que conheci, sempre muito curioso. E tanto que ele queria ir a Veneza ,"Deve ser tão bonita e romântica, não é menina?", "É linda Sr. Júlio, vai adorar."
Lembro-me com especial ternura de uma vez que ele me pediu se o meu namorado, que é fotógrafo, lhe podia organizar um cd com as fotografias todas do pastor alemão que ele tinha. Claro, sem problema, disse eu. "É que ele morreu na semana passada, e só tinha 6 meses". E os olhos encheram-se de lágrimas. Afastou-se sem conseguir dizer mais nada.
E agora que escrevo isto, luto para conter as lágrimas porque já não via o Sr. Júlio há 3 semanas, e andava a estranhar porque sei que só tem férias em Janeiro, e hoje ao perguntar por ele disseram-me que não está bem, tem leucemia.
O Sr. Júlio tem 55 anos. E eu quero muito acreditar que ele ainda vai conhecer Veneza.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

a ler


A gralha diz que este último é muito bom.

diz que é da idade pá

Já cheguei aquela fase em que preciso de franzir os olhos e afastar a agulha e linha meio metro dos olhos, para enfiar uma na outra.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

my name is...

Nunca fui grande fã do James Bond. Vi alguns filmes do Sean Connery, mas sempre gostei mais do Roger Moore, vá-se lá saber porquê. Mas para mim, a apoteose do 007 foi com o "Licence to Kill" com um dos Bonds menos carismáticos de sempre, oTimothy Dalton, e com a vilã mais enigmática, a Grace Jones. A canção principal do filme foi com toda a certeza uma das razões do meu enamoramento, a saber "View to a Kill" dos Duran Duran. A partir daqui o meu interesse foi esmorecendo até desaparecer por completo.
Eis se não quando aparece o Daniel Craig no Casino Royale (valha-me nossa senhora, aqueles mini-calções azuis). O filme abalou as minhas fundações, as minhas entranhas. A cena inicial de perseguição de Parkour mostrou claramente que o velho Bond estava morto e enterrado. Estavamos perante um novo 007, um Bond que à pergunta do costume "Martini shaken or stirred?" responde "Do I look like a give a damn?". Ouch! E o Daniel Craig é perfeito para o papel. Per-fei-to.
O Quantum of Solace também não me desiludiu. E apesar de tudo acho brilhante terem mantido o genérico da prache com mulheres e armas, e o cano da arma. Touché.
E este Skyfall? Muitíssimo bom.
A começar pelo casting de actores, Albert Finney, Judi Dench (grande, grande), Ralph Fiennes (surprise, surprise), e mais uma personagem tão gira (spoiler, não posso dizer). And the best for last, Javier Bardem. Que vilão! Bom de tão mau. Mas bom. E que interessante a relação entre a M, Bond e este vilão. E a cena entre o Bond e o Javier na sala dos computadores? ....
Gostei tanto, mas tanto, que até ía ver outra vez. São poucos os filmes que me entusiasmam assim, e é bom saber que ainda se fazem.
Venham mais.

p.s. por curiosidade fui pesquisar aqui no blog (benditas etiquetas) qual o último filme que vi no cinema. Foi em Março, O Artista. Em Março. E constato que preciso de cinema como de pão para a boca. Não consigo viver sem ir ao cinema. Quer dizer, conseguir, consigo, mas não é a mesma coisa.