sexta-feira, 23 de março de 2012

nostalgia

O rádio do meu carro (que não é meu, mas não interessa) pifou, derivado à substituição da bateria, coitada que já não ía para nova. E eu que todas as manhãs ouvia a marginal, e depois a nostalgia, fiquei reduzida ao silêncio ocasional, misturado com o som dos outros carros. Que tristeza.
Tratei de desencantar um mp3 da gaveta, para ouvir uma musiquita, que já se sabe ajuda muito o (bom) humor das pessoas. Claro que só ponho num ouvido, e não muito alto, porque estou a conduzir. E o que ouço eu? Anos 80. Sim, ainda. E sempre.
Lembro-me de ser mais nova, e criticar a minha mãe que adorava ouvir a rádio nostalgia, que só passava beatles e afins. Hoje a rádio nostalgia já não é para a geração da minha mãe, mas para a minha. E isto para dizer que hoje, cantei que nem uma doida isto, isto, isto e isto. E isto, que para mim é a personificação perfeita dos anos 80.
(estas referências são aos anos 80 Pop, faltam os outros anos 80...)

quinta-feira, 22 de março de 2012

home alone

Ontem estive sozinha em casa, e depois de deitar a miúda, pus o meu jantar no tabuleiro e sentei-me confortavelmente no sofá. Noite perfeita para ver uma série de gajas, como a Mildred Pierce, que tenho gravada e a ganhar mofo, ou Downtown Abbey por exemplo. Qual quê. Tive o infortúnio de fazer um zapping e de passar pelo TLC e pimba, ali fiquei. Estava a dar o Toddlers & Tiaras, e só tenho a dizer que não sendo eu uma pessoa violenta, só me apetecia correr aquelas mães todas à chapada, no mínimo.
Assisti atónita a uma cena que me partiu o coração. Uma barbie pequenina de 4 anos não ganhou a super cama de dossel de princesa, nem o título de super rainha poderosa suprema (os títulos dos prémios são absurdos). Ao perceber que não tinha ganho, a miúda começa a chorar. Comportamento normal, digo eu. O que foi menos normal foi a besta da mãe que nunca a abraçou, nem a consolou. Disse-lhe somente que parasse de chorar que estavam ali as câmaras, e que era estúpida por chorar porque a cama de dossel não vale nada, e mais tarde subiu o tom a dizer que já não tinha paciência para a aturar, que parasse com aquela cena. No final, ao ser entrevistada dizia toda contente que o que gostava mesmo era de receber um telefonema de Hollywood, a proporem um contrato de milhões de dólares, para ela poder ir para a boavida e dizer adeus ao emprego como professora.
Tanta coisa a dizer sobre isto não é? ...
Caraças que o jantar mal me passava na garganta.

palavras para quê?

Gostei muito. E o que me fez lembrar o Gene Kelly este filme?
Não sei se terá merecido o óscar ou não, porque não vi os outros (exceptuando Os Descendentes e Hugo, que francamente não gostei). Agora que é um filme bonito é. Muito bom o Jean Dujardin, e o cão também. E acho extraordinário que um filme mudo tenha ganho o óscar de melhor filme.

quarta-feira, 21 de março de 2012

parenting

‘You know the only people who are always sure about the proper way to raise children? Those who’ve never had any.’
Bill Cosby

E um texto giro aqui.

mil sóis resplandecentes

Que maravilha de livro, tanta ternura, tanto amor, tanta tristeza, tanta dor e incompreensão. E tudo isto num cenário de um país atormentado e devastado por sucessivas guerras. Que realidade tão diferente da nossa... e no fundo, tão iguais que nós somos, as mulheres.
Amanhã vou em busca do Menino de Cabul.

segunda-feira, 19 de março de 2012

19. funny


18. a corner of your home

Parece impossível que com tanto livro de cozinha, eu faça sempre as mesmas coisas.