Ontem estive sozinha em casa, e depois de deitar a miúda, pus o meu jantar no tabuleiro e sentei-me confortavelmente no sofá. Noite perfeita para ver uma série de gajas, como a Mildred Pierce, que tenho gravada e a ganhar mofo, ou Downtown Abbey por exemplo. Qual quê. Tive o infortúnio de fazer um zapping e de passar pelo TLC e pimba, ali fiquei. Estava a dar o Toddlers & Tiaras, e só tenho a dizer que não sendo eu uma pessoa violenta, só me apetecia correr aquelas mães todas à chapada, no mínimo.
Assisti atónita a uma cena que me partiu o coração. Uma barbie pequenina de 4 anos não ganhou a super cama de dossel de princesa, nem o título de super rainha poderosa suprema (os títulos dos prémios são absurdos). Ao perceber que não tinha ganho, a miúda começa a chorar. Comportamento normal, digo eu. O que foi menos normal foi a besta da mãe que nunca a abraçou, nem a consolou. Disse-lhe somente que parasse de chorar que estavam ali as câmaras, e que era estúpida por chorar porque a cama de dossel não vale nada, e mais tarde subiu o tom a dizer que já não tinha paciência para a aturar, que parasse com aquela cena. No final, ao ser entrevistada dizia toda contente que o que gostava mesmo era de receber um telefonema de Hollywood, a proporem um contrato de milhões de dólares, para ela poder ir para a boavida e dizer adeus ao emprego como professora.
Tanta coisa a dizer sobre isto não é? ...
Caraças que o jantar mal me passava na garganta.
quinta-feira, 22 de março de 2012
palavras para quê?
Não sei se terá merecido o óscar ou não, porque não vi os outros (exceptuando Os Descendentes e Hugo, que francamente não gostei). Agora que é um filme bonito é. Muito bom o Jean Dujardin, e o cão também. E acho extraordinário que um filme mudo tenha ganho o óscar de melhor filme.
quarta-feira, 21 de março de 2012
mil sóis resplandecentes
Que maravilha de livro, tanta ternura, tanto amor, tanta tristeza, tanta dor e incompreensão. E tudo isto num cenário de um país atormentado e devastado por sucessivas guerras. Que realidade tão diferente da nossa... e no fundo, tão iguais que nós somos, as mulheres.
Amanhã vou em busca do Menino de Cabul.
Amanhã vou em busca do Menino de Cabul.
segunda-feira, 19 de março de 2012
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